sábado, 15 de dezembro de 2012

Alimentação da criança nas festas de fim de ano! E uma receita para fazer em família!

Olá pessoal!
 
Chegando uma fase gostosa, principalmente para quem está com crianças em casa: as festas de fim de ano!
Mas sempre pinta uma dúvida ou outra, em relação a alimentação! Vamos conversar um pouquinho?
 
Primeiro, quem tem os pequeninos de até 1 ano, não dá pra bobear. A alimentação do bebê precisa ser respeitada, inclusive nessa época. Já pensou ter que correr pro hospital com uma criança com reação alérgica bem no meio da festa? Ou dar aquela dor de barriga bem no meio da diversão? Não dá, ninguém aproveita direito. Então, os alimentos não indicados (guloseimas, café, frituras, açúcar, que contém conservantes, aromatizantes) não estão liberados pra essa turminha.Nem um pouquinho.  Mas as frutas típicas, uma papinha feita com a carne do peru, uma papinha de frutas secas, isso está. Claro, dentro da rotina pré-estabelecida e  do combinado com a nutricionista ou com o pediatra. Quanto mais rotina, mais o bebê se sente confortável, mais aproveita a festa.
 
Agora, em relação aos mais velhos, exceto algumas exceções por conta de situações específicas, eles podem comer de tudo. Mas, como a fartura é grande na mesa do final de ano, tem muita mãe por aí com receio em relação as quantidades. E agora, o quanto liberar?
 
Agora mães e pais, é uma ótima oportunidade de incentivar o seu pequeno a se conhecer, a conhecer seu próprio corpo e os sinais que ele dá. Para conhecer os graus de satisfação, saciedade, fome. Geralmente, a criança saudável já vem com esses sinais bem estabelecidos, o que acontece é que uma forçadinha em raspar o prato aqui e ali podem ter mexido com esse processo. Hora de retomar o treinamento.
 
Pergunte: está com fome? Como está se sentindo? Quer fazer seu prato? Auxilie, mas coloque porções pequenas. Quando seu filho terminar, pergunte, está satisfeito? Quer mais um pouco? Como está se sentindo?
E principlamente, dê o exemplo! Se comer "até explodir", esse será o exemplo que a criança terá. Se saborear e aproveitar cada garfada, devagar, aproveitando o momentos, as companhias, esse será o exemplo a ser seguido.
O controle desses sinais de fome/saciedade são fundamentais para a manutenção do peso, da saúde, e da satisfação corporal. Respeitar a fome e a saciedade do seu filho é um passo a ser dado em relação ao tratamento das crianças com dificuldades alimentares (aquelas que não comem) e das crianças obesinhas.
 
Agora, para a festa ser completa, e agregarmos os vegetais às nossas ceias, que tal fazer uma receita elaborada e completa?


 
Fotos originais!!!
 
Macarronese de Natal
Ingredientes
1 cenoura média
100gr de salsão
1 maçã verde
5 unidades de nozes
250gr de peito de frango
250gr de mini macarrão farfale (gravatinha) ou mini penne
3 colheres de sopa de maionese
Açafrão, sal, páprica doce a gosto
Mini agrião para decorar (e degustar)
Rale a cenoura, pique o salsão, a maça e as nozes em pequenos pedaços e reserve. Cozinhe o peito de frango em água com os temperos (açafrão, páprica doce e sal). Desfie e acerte o tempero, reserve. Cozinhe o macarrão al dente em água abundante e sal. Reserve. Misture todos os ingredientes pré-preparados, adicione a maionese aos poucos, incorporando aos outros ingredientes. Utilize o mini agrião para decorar.
Se for fazer a versão vegetariana, dispense o frango e aumente as nozes!
 
A criança pode, conforme a idade, ajudar a picar os ingredientes, temperar o frango, misturar e decorar o prato!
Boas festas para todos em casa e um 2013 cheio de luz, saúde e amor!!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cultura alimentar!

Olá pessoal!!
 
Fatos começaram a me estimular a pensar sobre a nossa cultura alimentar.
 
Estive em uma sala de espera, em um hospital, e estava passando uma matéria interessante na tv, específica para a sala de espera. Uma nutricionista comentava sobre a alimentação do brasileiro. Dizia algo como "daqui a pouco, as pessoas vão querer se alimentar com a alimentação brasileira, assim como foi com a alimentação mediterrânea." Ponto pro Brasil!
 
E em outra ocasião, assisti a uma palestra interessante sobre marketing. Um profissional renomado estava contando uns "cases" de sucesso e insucesso. Comentou sobre as sopas Campbell's ®.
A empresa chegou aqui no Brasil e pensou: "muita gente, vai vender horrores". Aí, montou aquela fábrica enorme... mas esqueceram de estudar o público.
Entre outros motivos, o profissional comenta que, com brasileiro não tem essa de "sopa em lata". Comida, pra nós, é carinho, atenção, família. Como você demostra amor abrindo uma lata? Aí veio a Maggi ® e mandou colocar água fervendo. "Cozinhou". Pronto, essa sopa pegou.
 
 
Aí, os tempos mudam, há, o tempo... esse passa, e com ele, leva algumas coisas, como delicadas culturas. Será que ainda existe essa necessidade de cozinhar nas casas brasileiras? Será que a alimentação "brasileira" não está cada vez mais americanizada? Será que se o dono da Campbells trouxesse a fábrica agora, em 2012,  a sopa não pegava?Afinal, não estamos trocando nossa cultura alimentar pelas comidas prontas?
 
Estamos em uma era de tudo muito pronto, muito processado, muito produto alimentício. Menos comida, mais medo de comida. Cozinhar? Perda de tempo.... utilize esse tempo em outra coisa...eu hein!!!! Abre um pacote. Aromatizado artificialmente.
 
Vocês já sabe minha posição sobre cozinhar, especialmente para os filhos. Mas além de cozinhar, vamos pensar um pouco sobre o contexto da alimentação. O que ensinamos para os nossos filhos, e principalmente, o que nossos filhos levarão de memórias alimentares. Não só sobre o sabor, mas em como aquela comida era servida. A "cultura" alimentar daquela casa.
 
Na minha casa, minha mãe descascava laranja, cortava no meio, e a "tampinha" era disputada. Meu pai amava (e ama) comer melão, fazendo um corte especial, primeiro embaixo, depois, fatia por fatia, colocando a fatia na boca com a ponta da faca. Eu faço igualzinho. Meu pai cozinhava, minha mãe lavava a louça. O picadinho do meu pai tem sabor de lar, com batata, cenoura e abóbora.
 
Lamber a massa de bolo crua. Quem nunca? Faz parte da sua memória ligada à alimentação?
 
Não sei exatamente o que minha filha vai levar de memória alimentar. Mas vou tentando, aos poucos, aumentar a experiência dela com a comida. Dizendo: olha o cheiro dessa manga! Fecha os olhos, adivinha que fruta é essa, hum, maçã! Fim de semana com café da manhã especial em família. Cozinhando com a ajuda dela.
Quero minha filha bem nutrida, não só no corpo, no biológico, mas também na memória, no coração.
 
E por aí, - vocês lembram de alguma coisa bacana? Que memória e/ou cultura alimentar querem deixar de herança para seus filhos?