domingo, 10 de novembro de 2013

O parto e a nutrição

Bom dia pessoal!!
 
O dia do nascimento, tão glorioso e inesquecível dia para muitas e muitos. Esperado, planejado... o que seria o ápice da gestação, às vezes é renegado a pouco tempo de estudo e/ou pesquisa. Afinal, a criança tem que sair de qualquer jeito, não?
 
Não vou me ater a discussões sobre partos, apesar de ter já uma opinião fortíssima sobre isso (#nãoviolênciaobstétrica). Quero me ater ao que engloba meu escopo de trabalho como nutricionista. A nutrição, sobretudo da criança (que afinal, é de mega importância para todos, absolutamente todos os envolvidos nesse parto).
 
Sabia que algumas coisas simples, muito simples, podem fazer uma diferença enorme nesse pequeno quesito? E que todas essas coisas simples, você pode sim, pedir para que sejam feitas no seu caso (independente se uma cesária for realmente necessária ou se acontecer um parto normal)?
 
Vamos por partes:
 
1- Corte ou campleamento do cordão umbilical:
 
O que é um minuto pra você? Pouco tempo, muito tempo? O que dá pra fazer em um minuto?
 
Para iniciar esse pequeno papo, gostaria de reforçar a vocês que cerca de 20% das nossas crianças brasileiras estão anêmicas. Que isso é problema de saúde pública, que pode influenciar no desempenho cognitivo, no crescimento, na saúde em geral das nossas crianças. Que o atual sistema de saúde faz várias manobras, e gasta dinheiro (que também é seu dinheiro, a grana dos impostos) para tratar essa mazela que parece não ter a solução ideal.
Sabe aquele um minuto descrito lá em cima? Estudos brasileiros e da gringa comprovam, que, se você esperar 1 ou 2 minutos para cortar o cordão umbilical pós nascimento, uma quantidade de Ferro favorável é passado da placenta para o bebê, evitando anemia futura. Nutrição pura, saúde pura, muitas vezes deixada de lado.
Essa é uma ação gratuita, só precisamos de tempo. Um tempo que importante pra essa criança.
Alguns profissionais creem que essa atitude pode não ser tão necessária assim. Mas os estudos afirmam: o normal deveria ser esperar um pouco para cortar o cordão umbilical. Poderiam existir as exceções, mas essa deveria ser a regra.
Se quiser dados científicos, no final desse post estão lá, algumas referências.
Sabe o que eu acho engraçado, pessoalmente? Essa técnica de esperar um pouco, é chamada "campleamento tardio". Tardio para um ou dois minutos? Que pressa, não?Profissionais, deixem esse bebê ficar no colo da mãe enquanto espera esses minutos preciosos, ação que entramos no próximo item...
 
2- Amamentação na primeira hora ou meia hora de vida:
 
O bebê nasce desperto, logo depois, fica cansado.



Quando ele nasce, está preparado para mamar. E a amamentação na primeira hora de vida poderia evitar, anualmente, mais de 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos nos países em desenvolvimento (tipo Brasil, sim, independente da maternidade chique que foi escolhida).
 Sabe outra coisa, importantíssima? Você, que é mãe, e vive nas rodas de conversas, virtuais ou não, já ouviu um relato de uma mãe que por qualquer motivo, não pode ou não conseguiu amamentar. Essa mamada "precoce" (só que não) aumenta as chances dessa amamentação dar certo, o que evitaria choro, sofrimento e desmotivação por parte de algumas mães e alguns bebês.



3 - Alojamento conjunto e portanto, muita proximidade com o bebê
 



 

Vamos nos questionar agora, um pouco. Vamos sair do comodismo, do lugar comum, e vamos questionar não aos nossos próximos, mas sim, ao nosso coração. Agora falo principalmente com as mulheres, e isso não significa sexismo, e sim, falando com as minhas iguais, poderosas, empoderadas mães queridas.
Eu sei que você estava louca pra conhecer seu filho. Que você está feliz por que ele nasceu, (independente de um baby blues) e está vivenciando muitas coisas novas, tudo é incrível. E dentro desse rebuliço, eu te pergunto:
 
- Lá no fundo, o que você gostaria não é poder ficar com ele, grudados? Ver o rostinho, sentir o cheirinho, aproveitar pra ficar com ele?
 
Por que afinal, deixamos levar nossos bebês para um berçário onde ele está lá, longe da gente? Realmente, isso faz sentido pra você? Ficar longe do maior presente que você recebeu na vida, naqueles primeiros momentos de vida? Qual é a função, portanto, do berçário? Deixar a mãe descansar? Ora, se o bebê dormir ao seu lado, você também não descansa? Qual colo esse bebê quer, da mãe, velha conhecida nos cheiros, voz, aconchego, ou de uma enfermeira, por mais bem preparada e bem intencionada que seja?
Bom, mas aí eu ouço: acabei de parir, preciso de descanso. Você pode receber ajuda para banhar o bebê, levá-lo ao colo, mas não seria melhor que ele permanecesse a maior parte do tempo ao seu lado?
Esse paradigma não tem fundamento só em relação à só o que pede o nosso coração, e sim, também um quê de explicação científica.

 Sabe aquele remedinho que recebemos para espirrar no nariz para ajudar a descer o leite?
 
Você, mulher, produz esse hormônio, em quantidades maravilhosas e eficientes. Basta um gatilho, um estímulo. E o estímulo é a proximação com o seu filho. Simples assim. Quanto mais colo, mais proximidade, maior a frequência de mamadas, mais leite você terá. Novamente, mais barato, mais natural, menos dispendioso inclusive para a saúde pública.



Esse contato, pele a pele, pele do bebê com pele da mãe, ajuda na liberação da ocitocina, hormônio que está envolvido com a amamentação, e ao mesmo tempo, ajuda a diminuir hemorragia materna. Mais leite pra bebê, menor chance de anemia pra mãe. Obrigada querida Clio, por disponibilizar essa foto desse momento tão lindo!


 
E, aliás,quando o bebê fica com você diminui aquele risco do bebê receber fórmula infantil no hospital , sem o seu consentimento(e aí atrapalhar a amamentação, aumentar risco de alergia..). Mas esse assunto eu deixo pra outro post..
 



Mães, todas essas situações descritas independem de muita coisa, e dependem muito, da sua vontade. Faça um plano de parto e coloque esses simples pontos nele. Converse com seu médico, com quem a acompanhar no parto, faça sua vontade valer. Como eu falo aqui, o empoderamento nos leva muito, muito longe. Inclusive a melhorar a saúde brasileira - essas são medidas possíveis à praticamente todas as mulheres brasileiras (quiçá do mundo).
 

Beijo cheio de carinho com ocitocina natural.


Algumas referências sobre o campleamento (só clicar no link):

 
 
 
 



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Aquela ideia bacana que faltava pra uma festa infantil saudável!

Olá pessoal!

Hoje vim trazer um detalhe especial de uma festa linda!
Coneço a Júlia desde antes de nascer. A mãe dela é um capricho na alimentação desde sempre. O resultado tá lá: a Júlia é uma criança super esperta, linda, mama no peito e come muito bem. De tudo, com textura, com pedaço, todas as frutas, adora um legume na mãozinha dela, uma fofa. Faz todos os exercícios com a comidinha que eu passo, tenho uma coleção de vídeos, uma graça!!

Chegou seu aniversário de um ano. Com decoração especial da Moranguinho, a mãe dela teve uma ideia incrível, aproveitando a época.. comprou arbustos de morangos para as crianças conhecerem e provarem na festa! Olha só que bacana!

Olha só o que tem na plantinha! (Sim, essa cabeça sou eu, acompanhando)






Ahhh que delícia!!

 Priminho também quer!


 

Essa experiência é bacana, chama a atenção das crianças e as faz conhecer da onde vem o morango! Além disso, o morango não é um alimento que geralmente apresentamos antes de um ano, por conta do excesso de agrotóxicos. Esses aqui eram livres de venenos, e é uma novidade. Nem preciso dizer que a Júlia amou!
E a brincadeira não pára por aí. A planta é viva, e depois, vem pra casa. Após mais um tempinho, uma nova pequena safra de morango estava novamente lá. E a Júlia?


Delícia!


Para você que quer saber mais sobre festas infantis , já falamos de festas infantis saudáveis aqui no blog, e eu já descrevi uma festinha que fui e foi uma delícia bem aqui. Aqui também tem uma receita de um bolinho especial sem açúcar para os pequenos.

Julinha, feliz aniversário lindinha. Aqui tem sempre muito amor pra vc ;)

Beijos e até mais!
 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Lista de Bancos de leite que retiram doação !

Bom dia pessoal!


Alô alô quem amamenta e pensa em doar o seu precioso leite para auxiliar as outras crianças! Se você treinar tirar o leite para doar vai ser mole tirar o leite para o filha quando tiver que voltar a trabalhar!
 
E para auxiliar quem quiser se propor a ajudar a salvar vidas com o precioso leite, segue aqui a lista de bancos de leite que retiram doações em São Paulo. Essa lista é de um folder que peguei lá no primeiro hospital da lista, do Leonor Mendes de Barros, que foi aonde comecei a carreira e aprendi muito sobre amamentação.
 
 
Divulguem, divulguem, divulguem! Sua ação pode fazer a diferença na vida de uma mãe e uma criança.
Beijos e ótima quarta-feira

 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Desconfia de alergia ao leite de vaca?

Olá pessoal!
Estou imersa em muitos trabalhos, muitos estudos, pouco tempo. Tudo pra entender um pouquinho mais desse mundo enorme, lindo e louco da alimentação infantil.
Entre os últimos dias, participei de um Simpósio Internacional de Alergia Alimentar, muito bom, com muita palestra legal, com muita gente competente.
No meio das palestras, uma determina situação foi se repetindo no discorrer dos palestrantes. Uma mesma situação que me doía ao ler. A demora do diagnóstico da alergia alimentar.
A mãe e os familiares ficam 5 meses, 7 meses, 1 ano, 2 anos pra descobrir. Isso é desgastante, sofrido e até irritante pras mães. Quantas não vão e voltam de vários profissionais? Muitas! Várias vezes sem indicações ou respostas....


Será que é esse leite que atrapalha meu sossego?
Pensando em tudo isso, resolvi, tentar organizar algumas coisas. Tentar colocar em uma linha o que devemos fazer para que vocês, pais empoderados, consigam ter um norte. Por que, vamos combinar... só vocês sabem o que se passa!
Seu filho apresenta um desses sintomas, ou vários deles:
choro incessante, cólica, refluxo, diarréia, irritabilidade, vômitos, sono agitado, dificuldade em mamadas, insuficiente ganho de peso, sangue nas fezes, angiodema, manchas pelo corpo, eczema, dermatite atópica, chiado, prisão de ventre, disfagia, tosse, congestão, gases, colite, repetidas histórias de infecção de ouvido...
Vá ao pediatra. Converse com ele e tire suas dúvidas. Mas converse muito mesmo. Desconfiou de alergia ao leite de vaca? Possivelmente,ele vai te encaminhar...
(o pediatra também pode acompanhar, não precisa encaminharr, se ele entender de alergia)
Tem sintomas gastrointestinais (ligados aos trato digestivo)? Exemplo - sangue nas fezes?
Procure um gastropediatra.
Atenção. Aqui, fazer exame de rast, imunocap, Ige, pode não dar nenhum diagnóstico. Provavelmente vai dar negativo, e isso não significa que o seu filho realmente não ter alergia.
Aqui você também pode fazer exames de sangue oculto nas fezes e pode dar positivo, ou negativo.
Tem sintomas de pele, como dermatite atópica?
Vá a um pediatra alergista.
Atenção, aqui você pode fazer os mesmos exames, mais o prick test e pode dar positivo, ou não.
Os profissionais precisam fazer várias questões sobre sintomas, duração, quanto de alimento teve contato e se a criança tem sintoma logo após consumir o leite ou não.
E se os exames podem dar falso negativo, o que fazer?
O jeito pra você ter certeza (chamamos de padrão ouro no diagnóstico de alergia alimentar) é o teste de provocação oral. O teste é o seguinte: tirar ABSOLUTAMENTE TUDO de leite da mãe, quando amamenta, e da criança, se é amamentada ou não. Pra fazer um teste bem feito, pra não ter dúvidas, não pode furar a dieta. Lembre-se, é o teste diagnóstico.
Se a mãe amamenta, vai tirar leite e traços de leite de sua dieta. Tirar cremes corporais e sabonetes com leite também é importante - lembre-se os bebês "lambem" as suas mães. Se a criança come, nada de leite ou traços de leite pra criança. Nessa hora, precisa sim, trocar mamadeira, esponja, panela que já tenha contato com o leite. Isso favorece o diagnóstico.
Se a mãe não amamenta, precisa introduzir uma fórmula extensamente hidrolisada, ou uma fórmula de aminoácidos (o famoso Neocate). E tomar os mesmos cuidados citados acima com a criança
É aí que eu entro, a nutricionista.... pra indicar essa alimentação, alimentos sem leite, uma possível suplementação, pra tirar dúvidas. A ESPGAN recomenda que um nutricionista esteja envolvido nesse tramite. Procure um nutricionista que trabalhe com alergia alimentar e crianças...
Aí, depois de 6 a 8 semanas - geralmente é o profissional de saúde que decide- tem que provocar. Como? Reintroduzindo o alimento na vida da criança. Se ele estava bem, e com a reintrodução, ele piora, é alérgico. Se não fez diferença, não é alérgico.
As vezes a criança fica tão bem que essa parte é "pulada". Apesar das recomendações, depende, de criança para criança, de profissional para profissional.
Simples assim?
Simples nada, é bem complexo fazer tudo isso. Mas é necessário. Não dá pra falar.. " eu acho que ele tem..." Tem que saber. E pra saber, tem que fazer teste de provocação. E tem que reintroduzir. Se não for assim, vai ter criança com alergia sem fazer restrição e vai ter criança sem alergia com um monte de restrição.
Confirmou diagnóstico, espere estabilizar, e veja, junto com o profissional da saúde, se seu filho é o tipo que reage ou não a traços. Proibir traços de leite nessa fase, é pessoal. Tem criança que reage, e criança que não reage. O seu filho é único, uma indicação única será feita pra ele.
Tem criança que reage só ao passar no mercado na parte de laticínios, tem criança que come algum alimento com traços, e fica bem.
Os últimos consensos e documentos sobre alergia confirmam: pode fazer diferença sim, a quantidade de alérgeno, dependendo da criança.
O foco será, mas pra frente, introduzir esse alimento na vida da criança. Até lá, tem alguns passos importantes. Mas por enquanto, acho que esse guia pode te ajudar.
Quero agradecer pessoalmente um pessoa muito querida, muito querida, mãe de uma criança alérgica, e me deu uns toques importantes pra esse texto. O nome dela é Cecília Cury. Pessoal interessado em alergia, gravem esse nome. Ela ainda vai fazer barulho!
Também indico a querida nutricionista Alice Bastos, nutricionista que veio de Fortaleza fazer uma consultoria comigo, para atender ainda melhor seus pacientes. Se é de Fortaleza, é essa a nutricionista que você deve procurar!

P.S - alergia ao leite de vaca NÃO é intolerância à lactose. Pra saber mais, leia esse texto que colaborei sobre problemas com o leite.

E aqui, vou indicar mais um texto, que também escrevi no Minha mãe que Disse. É sobre os alérgicos, e o que na verdade, eles nos ensinam...
Um grande abraço, e vamos juntos na luta à favor das crianças alérgicas!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Amamentação e papinhas - a roda de conversa!

Olá pessoal!
Tive o enorme prazer de ser convidada pela Web Filhos e o Grupo Cocriação para falar sobre amamentação, papinhas e alimentação das crianças.
Aliás, o grupo CoCriação da Nádia Cozzi (autora do blog Alimento Puro e do blog Bio Culinária) e da Adriana Zamberlam está organizando sempre ótimas rodas de conversas. É só chegar, é gratuito,gostoso, as crianças são bem vindas...vejam as próximas no site da Web Filhos.

E aí, vamos me ouvir (e me ver?)? É só clicar no link!

https://www.youtube.com/watch?v=xzQwXZDdtSs

Beijos e ótima semana!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Sagu natural ou a doce pra criança com coleterol alto

Olá pessoal!
 
Tudo bem por aí? Por aqui, sigo caminhando na luta diária para a melhora da alimentação das crianças, e procurando encontrar receitas de doces ou sobremesas sem adição de açúcar como aliadas nessa guerra! Assim, se nutre e também se come com prazer.
Quando falo de receitas sem açúcar, também não quero receitas cheias de adoçantes artificiais! Quero priorizar o sabor doce dos alimentos naturais... uma fruta fresca, seca, até o mel...
 E hoje, trouxe uma receitinha que pra mim, tem gosto de infância. Já tinha lido essa receita na internet, mas foi a primeira vez que eu fiz. Bom, primeira, logo em seguida, segunda ...
Ela é fácil demais, não vai ao fogo, e só tem dois ingredientes. Pela natureza dos ingredientes, que podem ser chamados de "super nutrientes", é uma sobremesa ideal para garantir saudabilidade e proteger o coração.
 
Sagu de chia
 
Ingredientes (à gosto!)
 
Chia 
Suco de uva tinto integral
 
Misturar os dois e deixar na geladeira, de um dia poro outro. A chia solta um "gel" que deixa a preparação muito parecida com o sagu de amido de milho. O gel suaviza o sabor forte do suco de uva tinto.
 

 
Especialmente para crianças com os níveis de colesterol alterados, essa é uma boa sobremesa.
A chia contém fibras, que facilitam a  eliminação do colesterol (ruim)  o grão fornece o ômega 3 (ácido linolênico), que tem a propriedade de combater a inflamação do organismo.
O suco de uva tinto tem flavonóides especais que ajudam a diminuir o colesterol "ruim" (LDL) e aumentar o colesterol "bom" (HDL). Bacana, não?
 
Fique tranquilo. Não é por que a semente de chia tem "fama" de ser emagrecedora, que seu filho vai emagrecer, se não precisar. Ela não é milagrosa, mas confere sim, um maior poder de saciedade.
 
Essa também é uma ótima sobremesa para vegetarianos, por conta, principalmente, do ômega 3 que a chia contém!
 
Quer saber mais sobre colesterol alterado em criança? Escrevi uma matéria para o IdMed do site da Terra, é só clicar aqui.
 
Beijos e ótima semana

segunda-feira, 29 de julho de 2013

E tá um frio aqui em São Paulo...

Eu amo frio! Adoro a sensação, me sinto melhor, adoro casacos, filme, casa, cobertor...
Mas quem está aqui, na minha cidade, observa (ou sente) que estamos em uma fase crítica! Amiga do sul diz que o está congelando mais ou tanto quanto aqui. Criança sente, né?
 
E fim de semana descobri uma forma ótima de aquecer a casa, principalmente se você, como eu, vive em apartamento.
Não temos calefação aqui né? Pelo menos a maioria de nós. Vamos fabricar uma mini calefação com os nossos fogões! Receitas que passam horas no fogo baixinho aquecem a casa!
 
Aproveitei o frio pra fazer caldo de legumes (base para risoto ou outros pratos). A receita original que comecei a usar é a do Panelinha, mas fui agregando. Caldo de legumes aqui em casa é sinal de aproveitamento de talos. Vou cozinhando, congelando os talos, e em dia de caldo, todos os talos vão pra panela. E a maioria dos caldos aqui, é a base só de vegetais.
 
Também tem uma receita fresquíssima e saudável da querida Thais Ventura do Delícias do Dudu. No caldo dela, ela usa os ingredientes do caldo batido no próprio caldo. Ótima opção para reforçar a alimentação dos pequenos.
 
Aqui no blog já postei minha receita de creme de abóbora no caldo de frango. É só dispensar a panela de pressão e cozinhar calmamente o caldo de frango em uma panela comum. O segredo é esperar ferver em fogo alto, e aí, baixar o fogo.
 
Dá pra fazer picadinho, cozido de carne, boeuf bourguignon (amo!), cozido de frango e aquecer a casa. Mães ou pais ou avós que estão em casa, é só colocar desde a hora do café da manhã a panela pra aquecer com água, ingredientes frescos (ervas, pimentão, legumes, o que a imaginação mandar) e cozinhar lentamente, no fogo baixo. Na hora do almoço tá pronto. Se vocês chegam em casa mais tarde, corre pra cozinha assim que chegar, coloca tudo na panela, e deixa lá, umas três horas, pra aquecer a casa durante o preparo, e pra aquecer a alma durante o jantar!
 
E por aí, alguém divide uma receita que precisa ficar muito tempo no fogo?
 
Beijos e ótimo frio!

sábado, 6 de julho de 2013

Asma, eczema e alimentação?


A alimentação saudável é vista como uma proteção de diversas doenças, disso, todo mundo sabe. Mas, quando pensamos “em que” doenças, pensamos geralmente nas patologias  ligadas à obesidade, como colesterol alterado, diabetes, pressão alta... e muitas vezes, quem não tem esses problemas em casa,  se esquiva, pode acreditar que aquele esse assunto não lhe é tão pertinente, já que seu filho não problema com o peso ou  doenças crônico transmissíveis.

 Essas crianças, geralmente tem uma liberdade na hora de escolher o que quer comer, e pode ser que a educação nutricional não foi “prioridade” no crescimento dela. Às vezes comentam: tão magrinho! Pode comer “besteira”, não tem problema.

Comer besteira pode não ter problema. Mas quando essa exceção vira a regra, o malefício não é só ligado ao peso, ao colesterol, ao diabetes. A alimentação é um elemento tão profundo, que muitas vezes tem haver com outras doenças também, doenças que, de cara, a gente pensa que não tem relação com a comida que está no prato.

Mas tem. Um estudo publicado na revista internacional Thorax, que acompanhou 500 mil crianças de mais de 50 países trouxe uma informação importante. Depois de verificar alguns fatores, o estudo concluiu que a criança que come três porções de fruta em uma semana, tem menor probabilidade de ter asma, eczema, doenças alérgicas ligadas às coceiras nos olhos. E a criança que come fasta food três vezes por semana, tem o risco aumentado de ter essas doenças.

Sobre frutas: infelizmente o brasileiro não consome como deveria, como vimos nesse post que dá dicas de come fazer seu filho comer  frutas. Sobre o fast food, muitas mães me diriam: isso é coisa de fim de semana, não tem em casa três vezes por semana!

Convido vocês então, para fazer uma reflexão! Será que o fast food é só aquele sanduíche daquela rede de lanchonetes bem específica? O que afinal, poderia ser considerado fast food?

E se carne, batata, salada e pão fazem parte de uma alimentação saudável, porque quando eles estão unidos em um sanduíche, necessariamente faz mal?
 
Só porque o nuggets é assado em casa, não significa que ele não é fast food!
Segundo artigos, ofast food” é um segmento no setor de alimentação que se constitui pela produção mecanizada de um determinado número de itens padronizados, os quais são sempre idênticos em peso, aparência e sabor. A Anvisa cita, ainda, que o fast food é  um alimento com alta densidade energética, ricos em gordura e carboidratos e pobres em vitaminas, minerais e fibras. Alguma semelhança com alguns alimentos de “pacote” que consumimos em casa?

Portanto, esse fast food, ou a alimentação altamente processada pode sim, fazer parte da sua vida, sem necessariamente você sair para comer três vezes por semana.

Quando somamos na semana “alimentar” da criança, um jantar de macarrão instantâneo, um almoço de macarrão com salsicha e aquele diz que não deu tempo de fazer alguma coisa, e o nuggets industrializado foi para o forno para fazer o papel do franguinho, tudo isso é fast food. Se o refrigerante é liberado em casa todos os dias, ou na maioria dos dias, isso é alimentação com muito fast food.

Se você tem filho alérgico em casa, anote tudo que seu pequeno comeu em uma semana, e faça uma avaliação crítica. Será que não tem muito fast food escondido por aí?

E como fugir do fast food? Aqui tem algumas dicas, de como preparar a sua alimentação com praticidade. Tem refeições que podem sim, ser feitas em pouco tempo, e com muita saudabilidade. Já dei também a receita de um macarrão bem rápido e nutritivo.

E quem sabe, fazer sim, o sanduíche que as crianças tanto gostam. Em casa, com os ingredientes já conhecidos, e até agregando alimentos bem ricos em vitaminas e minerais. Aqui tem uma receita de hamburguinho saudável para fazer um lanche pra ninguém botar defeito. Isso não é fast food, apesar de ser comida rápida!

Tudo na vida é equilíbrio, não é? Mas, para buscarmos o equilíbrio, a primeira fonte é a informação. Faça uma reflexão, e verifique se na sua casa tem mais fast food que você e sua família poderiam prever... e vamos nos mexer para mudar o quadro, e espantar as crises alérgicas de casa!

Beijos e ótima semana!
 
Referência bibliográfica:

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Após um ano de idade, amamentar? Sim! E o leite rico em DHA.

Depois do primeiro contato com a amamentação, do processo de dificuldade, do processo de descobrir o prazer, do processo de, muitas vezes, volta ao trabalho, a mãe encontrou a paz naquele momento tão especial de amamentar seu filho. Delícia!
 
Mas a mãe não sabia o que viria lá na frente. O bebê fez um ano, e de repente, todo aquele leite maravilhoso que ela tinha, que ela ouviu falar, das orientações da OMS, virou... sabe se lá o quê?!?
Amamentar não é um dever. Mas é um direito. Se você e o seu bebê quiser, você pode continuar amamentando. 
 
 
Por que, de repente e aos poucos, as críticas foram aumentando. "essa criança tá grande", "ainda tem leite?", "esse leite não serve mais pra nada"...
 
Ou pior (e mais cruel, eu acredito), tudo o que estiver acontecendo de "ruim", a culpa é do (pobre) aleitamento materno. Mãe tá magra demais? Cabelo tá caindo? Criança não come comida? Criança com cárie? Tudo culpa do leite materno. Ninguém olha ou quer olhar os outros fatores, e colocam, facilmente, a culpa no leite materno, afinal "essa criança, tá grande", "ainda tem leite?", blá,blá,blá. Cansou né? Eu também.
 
Como pode, um alimento passar de padrão ouro, do melhor do mundo, para o limbo em apenas um ano?
 
Estou aqui, pensando sobre isso, e olha só, quem vem reforçar novamente a importância do leite materno a partir de um ano. A indústria! Estou louca? Não. Você vai concordar comigo!
 
Três grandes indústrias estão no páreo, com 3 fórmulas específicas para crianças com mais de 1 ano de idade. Fórmulas especiais, com maior adequação de nutrientes, melhor proporção entre eles, nutrientes que não cabem no leite de vaca comum, como prebióticos, vitaminas, minerais. A fórmula mais premium tem o maravilhoso DHA, que compõe o ômega 3, ácido graxo super especial que participa do processo de mielinização do cérebro do bebê, fazendo-o alcançar o seu maior potencial genético em relação ao aspecto cognitivo. Resumindo, com esse nutriente, o cérebro fica mais preparado para aprender, e para enxergar.
 
Sabe em que essas fórmulas foram baseadas? Em que padrão, em que alimento? No padrão ouro, no que você tem em casa, mais simples e muito mais completo: o leite materno!!
 
Se as indústrias estão focando na fabricação e venda de produtos que imitam (grosseiramente, claro, pois trata-se de uma alimento inimitável), então, afinal, o original aqui é o melhor para o meu filho!!!
 
Se o leite materno realmente não fosse o melhor, porque esse corre-corre para fazer algo minimamente parecido com ele para crianças maiores de 1 ano?
 
Quer saber do melhor? O leite materno se modula, sim, em relação ao que a mãe come.Se come mais alimentos com ômega 3, mais ômega 3 terá o leite.  Mas o basal, aquela quantidade de nutrientes mínima adequada para a criança nem depende do que ela come. Dá uma olhada no quadro abaixo. Leites humanos devidamente analisados, e quantidades de ômega 3 e DHA. Não, eu não quero ser muito científica, mas um dado de referência bibliográfica sempre reforça o argumento, não?  E o leite das brasileiras é um dos leites mais ricos em ômega 3 e DHA, segundo estudos! Brasil sil, sil.
 
Será que todas essas mães comem um monte de ômega 3?  Ó sábia natureza!
 
 
É isso aí. Mais um argumento para conversar com aquela pessoa que te pede para desmamar. O desmame pertence ao trinômio, pai, mãe, filho. Talvez mais ao filho.
Amamente o quanto quiser, quando quiser, até quando quiser, não é dever, mas é um direito seu e ponto final!
 
Amamentação até 2 anos ou mais. A gente apoia por aqui ;).
 




sexta-feira, 17 de maio de 2013

Food Revolution Day – Dicas para a prática

O Food Revolution Day (hoje, 17/05) é um dia de ação global para que as pessoas se posicionem em relação a uma alimentação saudável e suas habilidades essenciais de cozinha. O Food Revolution Day tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a importância de uma boa alimentação e uma melhor educação alimentar para todos, concentrando-se em três ações simples: cozinhar, compartilhar, vivenciar.
 
Participarei hoje, mais tarde de um evento. Temos eventos por todos os continentes!E o blog aqui também participa!
Está tentado a experimentar uma vida mais saudável? Gostaria de compartilhar um momento especial em família, todos os dias? Quer manter uma cultura familiar viva, passando para os seus filhos?
Vamos para a cozinha! Aqui umas dicas práticas de como iniciar essa proposta!
 
- Planejamento é essencial. Escolha uns minutos do seu dia, e junto com a família, tentem instituir um cardápio semanal ou quinzenal. Facilita muita coisa, não é necessário “pensar” no dia, é um norte para as compras;
 
- Invista em receitas “prato quase completos” quando estiver sem tempo. Um frango assado com batata e brócolis, por exemplo. Um escondidinho de peixe com inhame. E aquela saladinha para acompanhar;

 
- Peça ajuda! Um cozinha, outro lava a louça. A criançada coloca e tira a mesa. Troquem os papéis;
 
- Utilize a tecnologia ao seu favor. Como? Fazendo compras de alimentos pela internet. Existem muitas instituições que entregam orgânicos em casa, conforme pedido em uma lista.  Ultimamente, peço a lista do Apanã, preço mais favorável, mas existem vários serviços que o façam;

 
- Mais uma vez, utilize a tecnologia. Congele alimentos, utilize bons produtos congelados. Você tem algumas opções aqui;

 
- E ainda mais uma vez, tecnologia! Se fizer sentido para você, utilize algum eletrodoméstico. Quem sabe um processador, um liquidificador, um freezer maior. Aqui em casa, a lava-louças faz SUPER sentido. Economiza tempo, unhas e água inclusive;
 
- Aproveite o final de semana, e se divirta com as crianças na cozinha. Quem sabe começar por esta receita? Faça boas porções e congele o restante. Faça caldos caseiros no final de semana, são fáceis e agregam sabor e saudabilidade à comida (basta colocar água e os ingredientes na panela e esperar..);
 
- Lembre-se, não demora tanto assim, não dá tanto trabalho assim! Escutamos isso várias vezes ao dia (você não?), na mídia, em artigos na internet. Não se deixe convencer. Como vimos, a tecnologia também está a favor dos cozinheiros, diminuindo o nosso tempo na cozinha. Questione essas verdades que tentar colocar na nossa cabeça. Por exemplo, de dia das mães, ganhei o livro de receita “Jamie Oliver 15 minutos e pronto” . 15 minutos para fazer uma refeição completa e saudável. Leia mais aqui.;
 
 
- Comam todos juntos o que prepararem. Fazer uma refeição em família tem inúmeros benefícios, além de aquecer o coração, propriciar proximidade!

 
Está comigo?
Pessoal, quem tiver dicas, receitas, ideias, vamos junto! Coloquem aqui, vamos espalhar que sim, é possível!
 
Beijos e ótima sexta-feira!

sábado, 11 de maio de 2013

Agradecimento - o post mais pessoal desse blog!


Data especial! Amanhã, como sabem, é o dia das mães. Além disso, meu querido blog faz 2 anos de vida, e o blog é um outro “filho”. Parabéns duplo para mim!
É claro que a internet já está cheia de felicitações, carinho, amor, dedicado as mães. Mas vou tentar fazer diferente. Hoje, eu não vou parabenizar. Vou agradecer. Vamos à uma historinha:
Quando eu era nova, sonhava com um monte de coisas. Eu queria viajar o mundo. Queria fazer intercâmbios. Queria até fazer parte dos médicos sem fronteiras (sério). Queria acolher, queria ajudar, queria tudo. Queria uma vida simples, tranquila.
Não, não sei por que a maternidade ainda não passava pela minha cabeça. Casar, também não passava. Mas queria ser livre e ter gente junto ao mesmo tempo.
Aí a vida vem com os seus planos. Engravidei de supetão, fui mãe de supetão, antes de saber quem eu era. Começou então uma jornada, uma jornada de auto-conhecimento.
Vamos fazer um parênteses e parar de falar um pouco exclusivamente de mim. Vamos falar de nós, cuidadoras. Por que, hoje, não quero falar só as mães, mas quero falar também com aquelas que não são biologicamente mães, mas de uma maneira ou outra, são cuidadoras. Pediatras, professoras, madrastas, a lista é enorme....
Quando nos colocamos no papel de cuidar de zelar pelo outro, isso não é só simplesmente doação. Não quero puxar o assunto pro lado da mãe mártir ou da mãe abnegada que faz tudo pelos outros. Quero falar sobre aquele indivíduo que está cuidando, em como ele se sente.
Estar na responsabilidade em relação ao outro é um exercício de auto conhecimento e de humildade. Cuidar do outro nos faz olhar para dentro de nós também. Nos faz melhor pois nos ensina a ser sensível, a olhar a necessidade e entender. A aumentar a nossa sensibilidade, nos instiga a nos questionar mais. E isso é benéfico para o indivíduo. 
Desde sempre temos nossos sonhos e nossas vontades. Sabe o que eu acredito? Que a maternidade não transforma tanto assim, mas deixa mais explícito o nosso verdadeiro eu. Será que a mãe que diminui o ritmo um dia, quando criança, não sonhou com uma vida mais tranquila, no geral? Será que a mãe que luta pelo seu direito ou o do filho em qualquer situação não já era ou seria uma cidadã mais ativa na sociedade?
Será que, na verdade, eu não seria nutricionista mesmo que não fosse a Bia na minha vida? Provavelmente sim. Lembro também de ler e reler livro de digestão dos alimentos criança....
Mas com certeza, eu não seria a nutricionista que sou hoje, com minhas qualidades e claro, meus defeitos também, oras. 
A vida me presenteou com uma menina que teve problemas com amamentação. Quando eu trabalho nessa questão com as pacientes, eu lembro, eu já passei por isso! Depois, amamentei prolongadamente. Também ouvi alguns pitacos na minha vida. O tempo passou, e de repente, tive uma “garota que não come”. Dá-lhe estudos, e também uma certa sensibilidade com os pacientes: eu já passei por isso! Quando não basta tudo, eu hoje tenho uma adolescente que se tornou vegetariana por conta própria: mais um aprendizado, não nos livros, mas no maior estágio do mundo, no estágio da vida. É estar desse lado, e do outro lado simultaneamente.
É claro que a maternidade não moldou só a minha profissão. Mudou minha personalidade também.
A maternidade me fez querer uma vida mais simples, morar perto do trabalho, não precisar de muitas coisas, mas de pessoas perto... e não era isso que eu queria lá atrás?
E sobre os sonhos... meu sonho era conhecer o mundo. Aí vem meu outro filho, meu blog, e me apresentou pessoas do mundo todo. Queria ajudar as pessoas, no “Médicos sem fronteiras”. E eu tenho aquela centelha de esperança de já estar fazendo isso, ajudando algumas pessoas com a informação e discussão que posto aqui, e com as respostas as dúvidas.
Eu não me transformei com a maternidade. Eu vou encontrando cada vez mais o meu prórpio eu, me conhecendo, e fazendo sim, o que eu sonhava quando era criança, mas de uma maneira diferente, e não por isso menos prazerosa.
Por isso, hoje, vou agradecer! Obrigada Bia, por poder ser sua mãe e assim, ser mais eu, lutar para ser mais parecida comigo. Obrigada por conversar comigo olho no olho, e chorar comigo quando sente vontade, eu me sinto valorizada, digna da sua confiança. Obrigada por me ensinar as coisas dos adolescentes. Obrigada por me ajudar a querer uma vida mais tranquila, para poder almoçar contigo e por você querer almoçar comigo, para me ajudar a enxergar que o que eu queria era morar perto do trabalho. Obrigada por me ajudar a ser uma nutri mais consciente. Obrigada por me fazer querer o melhor pra mim, já que isso vai te afetar de qualquer maneira. Obrigada por chamar a atenção ao meu temperamento quando aparente estou nervosa. Geralmente eu estou mesmo, e ser consciente disso em ajuda a acalmar. Obrigada por me deixar ser sua mãe.
E obrigada aos leitores do blog, por fazer que esse meu “filho” seja possível. Obrigada por comentarem, por perguntarem, obrigada especialmente pelo carinho, pelos elogios, isso às vezes pode mudar um dia. Obrigada por fazerem o blog existir, por que afinal, esse blog é para vocês.
E é claro, obrigada mãe, por você existir. E por tudo, sempre.