segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Festa saudável colorida de um ano

Olá pessoal!

Tive o prazer de acompanhar um gatinho desde seus 4 meses de vida. A mãe dele, muito dedicada e amorosa, fez a introdução alimentar de uma forma adequada, tranquila, saudável. E ele cresceu assim, uma criança encantadora e sorridente!
Chegou portanto, o aniversário de um ano. Ela queria uma festa em que seu filho pudesse realmente comemorar. Que ele tivesse livre para provar a grande maioria dos alimentos de sua festinha. Conversamos sobre isso em consultas, e ela foi atrás.
E agora, me deu de presente a possibilidade de divulgar essas fotos, para inspirar outros pais por aí. Sim, é possível, sim, fica lindo, sim, todos adoram festas saudáveis!

Palitinhos de cenoura e pepino com mol. iogurte

Salada caprese, milho e foccacia 100% integral com alecrim

Wrap integral de frango, pasta de ricota, alface e cenoura

Hamburguinhos de cenoura e aveia (receita hamburguer saudável aqui)

Deliciosos palitinhos de fruta! Com eles, não tem erro!

Biscoitos de aveia e mel caseiros

A mesa do bolo! Bolo sem açúcar, recheio de abacaxi e cobertura de mousse de cacau com abacate. A receita está no link, mas sugiro trocar o mel por uva passa!

Pink Lemonade adoçada com beterraba! Delícia e linda de viver!

Pastel integral de massa com ervas frescas recheado de pastinhas de cenoura e de frango


Esse é o Guilherme, amando o milho na espiga!!!! 

Parabéns, pequeno príncipe! Uma vida de saúde, alegrias e muito amor o espera! Um beijo muito especial da sua nutri.


Beijos à todos

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Analisando o peso da criança - quando a criança pesa menos do que deveria!

Diariamente recebo questões dos pais com o peso de seus filhotes. Parece estar no topo das nossas preocupações. E não estou falando de quem pesa mais- estou falando de quem, eventualmente, pesa menos.

Minha questão principal é: por que existe uma corrida ao percentil 50 ou score 0, aquela linha verde das nossas curvas de crescimento?

Curva de crescimento? É isso mesmo, é aquele gráfico que as nutricionistas e os pediatras colocam os dados do seu filho, em toda consulta, logo após medir e pesar.

A curva utilizada atualmente é a da Organização Mundial da Saúde, veio de um estudo de 2006, que incluiu crianças brasileiras que mamavam no seio, não conviviam com pessoas fumantes,etc. Pensem em crianças saudáveis mesmo! Crianças do Brasil, especificamente de Pelotas, foram incluídas no estudo. Isso é muito importante, já que precisamos ter referências do nosso país para avaliar crianças brasileiras, certo?

É muito importante saber disso, qual curva estamos usando. Quando me formei, há 10 anos, a curva ensinada e utilizada era a curva NCHS, que veio de um estudo lá dos anos 70. Crianças americanas, não amamentadas. Não a utilizamos mais como referência, por questões óbvias. Bom, não deveríamos.

Podemos utilizar a curva peso para idade, altura para idade, peso para altura, IMC (uma conta de peso para a altura)... dependendo do que queremos avaliar. Bom mesmo é utilizar quase todas!

Olha o visual da curva!

Olha essa avaliação: nasceu com baixo peso, baixo IMC. E hoje,entre o percentil -2 e -1 está bem! Olha como a linha verde ainda está em cima.. e tudo bem!


A linha do meio da curva significa que 50% das crianças pesam ou medem aquele tamanho. Atenção: não é uma "meta". Tem as crianças menores, e tem as crianças maiores. E tudo bem. Afinal, nós, adultos, não somos diferentes também? Entre o percentil -2 e + 2 (nesse gráfico, ente as linhas vermelhas de baixo e de cima) podem ter variações completamente aceitáveis! Crianças mais pesadas e mais levinhas. 

Como a gente vai saber se está tudo bem? Conte a história do seu filho para a nutri ou para o pediatra. Qual o peso que nasceu? Isso influencia bastante em como esperamos que a curva vai se manter. Alguma coisa aconteceu no caminho? Ele cresce? Criança bem nutrida cresce!

Também peça para avaliar outros fatores. Padrão de sono, de imunidade, de desenvolvimento, de alimentação. A curva é mais uma ferramenta que a utilizamos, mas ela é para avaliar populações. Quando avaliamos uma criança, um ser individual, é assim que o devemos tratar. Avaliar tudo o entorno que nos cabe- as nutricionistas, principalmente a alimentação atual e pregressa.

Converse sempre com o profissional que acompanha seu filho, peça para ver a curva. Tire suas dúvidas. Será que correr atrás da "linha verde" é o ideal para todas as crianças?

Eu acho que não!

P.S. Essa avaliação, de adequação de peso e altura, deve ser feita em consultório, em consulta presencial. A avaliação é holística, logo, não poderia - nem nenhum outro profissional poderia - fazê-la pela internet. A ideia do post é informar, não diagnosticar ;)



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Bolo de maçã adorado e substituições saudáveis para bolos caseiros

Olá

Tem um bolo que eu sempre faço e é sucesso em casa. Se alguém vem me visitar, adoro fazê-lo. Perfuma a casa, é facílimo de fazer, e é claro, muito gostoso. Fui adaptando receitas por aí até achar o bolo que eu queria - sempre com aquele toque de saudabilidade.

E é desse toque que eu queria falar agora. A troca de ingredientes e adaptação de receitas nos alimentos do nosso hábito é um passo especialmente fácil  na busca de uma alimentação mais saudável. Esse bolo vai ser um exemplo, que pode ser multiplicado para outras receitas.

Vamos começar pela farinha branca: para fazer um bolo integral básico, troca-se a metade da farinha branca pela integral. Legal. Mas eu prefiro mais nutrientes! Trocar metade da farinha branca (ou o total de farinha!) pela farinha de aveia garante fibras como a farinha integral (e diminuí o índice glicêmico da receita), mas garante mais. Garante Zinco. Esse mineral essencial para o crescimento das crianças, essencial para a palatabilidade das crianças (manter níveis esperados de Zinco ajudam aquelas crianças com dificuldades alimentares a comer melhor), e o zinco ajuda a nutrir aquela criança pequena e com menos peso do que deveria.
Além disso, a fibra da aveia ajuda a diminuir o "colesterol ruim", aumentando sua excreção (eba!).Essa mesma fibra intensifica a ação das forças imunológicas, diminuindo a chance de sucesso das infecções.E a aveia é um "reduto" de vitaminas do complexo B, fundamental para manter a saúde mental e a energia do corpo.

Não tem farinha de aveia em casa? Compre a aveia em flocos e bata no liquidificador!

Toda receita de bolo vai óleo ou manteiga e açúcar. Aí é fácil - podemos sim, modificar as quantidades. Se a receita vai uma xícara de óleo, use meia e observe. Se vai 2 xícaras de açúcar, utilize um menos refinado, que tem traços de nutrientes (como o mascavo) e diminua a quantidade. Você vai ver que dá certo!

Chega de falação e vamos à receita?



Bolo de maçã delicioso

4 maçãs com casca 
2 bananas
3 ovos caipiras
1/2 xícara de óleo (usei girassol)
1 xícara e meia (um pouco menos, vai..) de açúcar mascavo
1 xícara de farinha
1 xícara de aveia
1 colher de sopa de fermento
1 colher de sopa rasa  de canela em pó (ajuda a regular a glicemia)

Tire o centro das maçãs e pique em cubos duas delas. Reserve. As maçãs que você não picou, coloque no liquidificador, junto com as bananas, açúcar, óleo e ovos. Coloque essa mistura em um recipiente, junte as farinhas, por último, o fermento. Em uma assadeira untada e enfarinhada, coloque aquelas maças que você picou cobertas com a canela. Coloque a massa por cima e asse durante cerca de 40 minutos, no forno pré aquecido médio (210º C aproximadamente). Rapidinho!

Você pode assar em formas de cupcakes e congelar. Mandar nas lancheiras. Um dia antes, coloque na geladeira e em 8 horas o pedaço de bolo estará perfeitamente descongelado!

Beijos especiais com perfume de canela





segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Carta para a mãe que não amamentou o quanto quis

Eu tenho ideia do que passou. Você tentou, dentro do que lhe foi possível. Puerpério não é fácil, e tenho quase certeza que ninguém te informou sobre aleitamento ainda no parto, quando deveria ser. Aliás, parecia uma coisa simples né? As fotos são de belas mulheres amamentando calidamente seus filhos. Algumas pessoas diziam que era difícil, mas a gente acha que vai dar conta ué!

Só, que, no caminho, acontecem coisas que a gente não pode explicar, ou prever, ou até mesmo, aguentar. Foi um bebê que não ganhou peso, foi um machucado grande, uma internação, uma indicação inadequada de complemento, muitos palpites.
Eu sei, a primeira mamadeira foi dada com pesar. Esse não era seu plano.

O tempo passou, e tudo ficou mais claro. Talvez, ao olhar para trás, você consiga enxergar o que poderia ter feito de diferente. Hoje, mais envolvida com a maternagem, sabe que poderia ter achado o apoio certo. Isso, às vezes, ainda te deixa culpada.

O que eu queria escrever é o que já te falaram, mas em relação à outras coisas: nada é em vão. E você, mulher que não amamentou o quanto queria, tem um papel fundamental na nossa sociedade, na luta pela amamentação. Sua história com a amamentação não acabou aqui.
Você pode ter outro filho, e as coisas podem ser diferentes. Já vi isso acontecer algumas vezes! Você é diferente hoje. Se ter outro filho não for um plano, você pode, no futuro, ajudar seu filho ou sua filha com a história da amamentação dos filhos deles. Você terá mais experiência. Você conhece o outro lado! Mas principalmente, você pode ajudar outras pessoas, pessoas próximas,  com a sua experiência. Hoje, depois que passou, fica mais fácil observar se existiria um outro caminho a ser percorrido. Ou não. Mas você é um elo importante nessa história, principalmente se fizer as pazes com seu passado, e entender, finalmente que sim, você amamentou o quanto poderia ter amamentado, dentro da sua história. Seja um dia, dois dias, três meses. E isso, qualquer gota de leite, foi importante para o seu filho!

Você é muito importante nesse apoio que tanto busco, em relação à amamentação das mulheres que estão ao nosso redor. Sua experiência é importante.

E o mais importante: amamentar é uma das coisas que a gente faz como mãe. Não é a única.  Alimentar com carinho, isso você poderá fazer a vida inteira! E eu sei, você faz isso como ninguém, e o mais importante: seu filho, aquele que te ama sobre todas as coisas, sabe!


Beijo grande

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A distração que embala a refeição!



Isso é um sintoma/ situação da modernidade. A criança, brinca, pula, estimulada, ativa demais, não consegue parar. Ou o contrário, calma, tranquila, mas não tem o interesse pela comida. Com a ideia que “não importa como ou o quê coma, o importante é que coma”, a TV ou alguma tela entrar em ação para fazer a criança “comer melhor”(?).

Talvez a mãe se lembre de como tudo começou. Talvez, essa situação já esteja tão “entranhada” na rotina, que mal dá pra saber. E o maior problema é escapar da armadilha que fizemos pra nós mesmos.

Mas afinal, qual o problema de comer sentado em frente à TV? Qual o problema de distrair a criança para conseguir mais uma colherada?



A nutrição tem muitas linhas. Quem lê esse blog deve saber disso. Depende de quem você lê, as orientações podem divagar. Mas existe um, um único assunto que todas as linhas da nutrição concordam veemente. Se você gosta da alimentação ayurveda, se na verdade se interessa por medicina chinesa, se gosta é da nutrição funcional, se faz mais o estilo “comida de verdade”, se curte mais o estilo James Oliver ou o estilo Bela Gil, qualquer dessas linhas de raciocínio dirá:

“Mantenha sua atenção na refeição que está fazendo”.

Isso é tratamento para compulsão alimentar, isso é incentivo para a mastigação mais lenta, isso é convite para a prosa no momento da refeição. Se nossa atenção não estiver na comida, estamos tentados a comer mais do que precisamos, mais rápido do que devemos e possivelmente, iremos nos isolar, a digestão não será a melhor. Comer em frente a TV é um dos primeiras prerrogativas para a indução da obesidade na infância.  E , nós adultos, lutamos todos os dias para mastigar mais, direito, sabendo da máxima “estômago não tem dente”.

E quando vamos pensar em educar nossos filhos – por que educação alimentar também faz parte das nossas responsabilidades como educadores-, esquecemos da máxima, e pensamos: o importante é comer. Não gente! A maneira que se come é tão importante quanto o que se come.Até mais! Comer com prazer, devagar, saboreando, aproveitando a refeição, é um dos maiores ensinamentos – se não o maior – que podemos deixar para nossos filhos.

Enfrente seus medos! O medo principal é a criança deixar de comer? Deixar de comer o que você quer que ela coma? Pense grande, pense longe... comer embalada por uma tela não garante bons hábitos alimentares. Se tiver dificuldade no processo, peça ajuda. Mas pare, pense, estipule regras e tente sair da linha de conforto em que seu filho come apenas em frente à TV.

Alias, para isso, já sabe né? Adultos precisam desligar a TV também. O jornal Nacional, por mais que não interessa a criança, te distraí para um momento que você deveria estar inteiro!

E para terminar, gostaria que prestasse atenção comigo nesse vídeo. Um pai, provavelmente cansado com recusas alimentares, acha um “macete” para o filho comer. Um vídeo bem animado. Agora olhem com mais atenção: quantas colheres a criança come em menos de um minuto? O quanto ela tenta mastigar? – bebês nessa idade já fazem movimentos de mastigação. O quanto isso está sendo prazeroso para a criança?




Crianças são ensinadas todo o tempo. Não, não dá pra controlar tudo. Mas esse pode ser o ponto mais importante a se controlar quando a gente se refere à uma boa alimentação!

Beijos!!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Controle do peso, angústia e a pergunta: ser magro é ser saudável?

Olá pessoal

A nutricionista já foi sinônimo de "profissional que vai fazer você emagrecer". Imagina a cara de algumas pessoas quando digo que acompanho bebês. Alguns comentam: mas novinho assim, precisa?

Precisa! Ensinando a criança a comer bem, com prazer, uma alimentação rica em cores, sabores, menos esse bebê vai precisar fazer controle de peso na vida adulta. Isso é prevenção, é investimento em qualidade de vida.

Mas quando a criança já está acima do peso, orientar uma reeducação alimentar e uma vida ativa passa a ser muito importante. Mas essa simples (ou não tão simples) atitude é difícil, carregada de culpa, de angústias, de mudanças, de culpa.

Uma psicóloga amiga minha um dia leu um texto meu, um texto com o título "Dieta" para criança Gordinha. O foco do texto, como vocês podem ver, é tentar remodelar a ideia de dieta, e contribuir para uma mudança mais assertiva, mais duradoura. Afinal, criança não faz dieta. Esqueçam as dietas! Faz reeducação alimentar, deve ser orientada quanto aos horários, limites, etc, sem restrições excessivas. Ou modismos.

O que chocou minha querida colega não foi o texto. Logo abaixo do texto, você consegue ler comentários. Alguns, de crianças. Dizendo: quero emagrecer, me ajude. Qual meu peso ideal? Quero uma dieta, não muito longa. Estou progredindo bem na minha dieta (menina de 11 anos) Outra garota de 11 anos: tenho uma barriguinha, quero eliminá-la. Relatos de bulling. E mais algumas coisas. E essa minha amiga nem sabe que parei de aceitar esses cometários. Se continuasse a aceitar, a lista seria enorme, sobre as mesmas dúvidas.

O primeiro comentário que eu me lembro nitidamente que ela fez foi: porque essas crianças não conversam com seus pais sobre estes problemas?
Boa pergunta. O que as faz sofrerem sozinhas? Ou será que já conversaram, estão tentando e ainda está tudo confuso?
Será que o controle alimentar está exacerbado? Será possível ser saudável, mesmo tentando emagrecer? Será que ser magro é afinal, ser saudável? O que está por trás das nossas escolhas?

Minha colega me perguntou então, se poderia escrever um texto sobre tudo isso. E eu convido você, leitor, a ler, fazer uma análise crítica junto com a gente!

É possível ser saudável? por Eliane Rebechi

“Acho que a culpa é minha”. Muitas vezes ouvimos mães se culpando porque o filho ou filha está com sobrepeso ou obesidade. Os profissionais de saúde, parentes e amigos, geralmente fazem coro culpando os pais, (principalmente a mãe) por não conseguirem manter os filhos longe das comidas “engordantes”.

Ser magro virou sinônimo de ser saudável.  Nos sentimos culpados se vamos a uma festa e comemos um pedaço de bolo e dois brigadeiros. Nos dia seguinte vamos nos privar de tudo com medo de acumular peso.

As crianças com 6 ou 7 anos, principalmente as meninas, estão preocupadas com o aumento de peso e muitas já fazem “dieta”, mesmo aquelas que não apresentam nenhum excesso de peso, mas ansiosas e pressionadas, “prevenidas” para o futuro.

Meninas e meninos que poderiam estar curtindo a infância brincando, fazendo travessuras, estão sofrendo de ansiedade, baixa autoestima e insegurança. Vivem agitadas, preocupadas com medidas, maquiagem, imagem perfeita e sofrem de angustia muito precocemente.

E os pais? Geralmente confusos, também pressionados pela mídia, pela escola e por profissionais de saúde que esperam que eles “contenham” seus filhos, não permitindo que eles engordem. E para “ajudar” esta luta, um número sem fim de empresas comprometidas, é claro, com lucros em primeiríssimo lugar: as indústrias farmacêuticas (está aí o alto consumo de Rivotril, receitado sem escrúpulos para crianças, que comprova); as indústrias de cosméticos que prometem beleza, firmeza e felicidade em potes bonitos e atraentes; as indústrias alimentícias que vendem todas as “tranqueiras” que engordam, entopem as veias, causam hipertensão, mas que para compensar (perversamente) lhe oferecem os alimentos diets, lights, integrais, sem gorduras trans, com fibras, etc., etc.; as academias que prometem corpo “sarado”, escultural, “barriga negativa” e o sonho inatingível do corpo perfeito; as dietas milagrosas; as revistas que ensinam que ser feliz é ter dentes perfeitos, pele clara, cabelos compridos e lisos, usar o perfume X, óculos Y e as roupas de grife, claro nº 36.

Como chegamos a isto? Consumir produtos, viagens, carros, ter sempre mais, ser competente, proativo, superar metas, ufa! E a mãe mulher que é cobrada por todos para ser mãe exemplar, presente, atenta e que acompanha os filhos nas suas tarefas, na hora das refeições, na escola, nas suas relações sociais, e, ainda deve ser excelente profissional, estudar muito, administrar a casa com graça e beleza, ser boa filha, amiga, companheira e acima de tudo amante sexy, magra e malhada. Me perdoem, mas isto é cruel e impossível!
Porém, tentamos! Aos trancos e barrancos, às vezes à custa de muita Fluoxetina. E sentimos culpa, muita culpa porque acreditamos que somos inteiramente responsáveis, caso algo não dê certo.

E assim , adoecemos, ficamos estressadas, compensamos comendo mais do que precisamos, nos sentimos pior, tomamos mais remédios, ficamos mais deprimidas....e assim cumprimos um ciclo que dá muito lucro para as empresas e muita angústia para nossas gerações de jovens e crianças que não têm a oportunidade de vivenciar que corpo saudável é corpo que se movimenta com prazer, que brincar, ter amigos, aprender coisas novas, experimentar novos sabores, cair, levantar, machucar, perder amigos e ficar doente faz parte da vida e é assim que se aprende a gostar de viver, gostar de si próprio, respeitar o próximo e a natureza.


Precisamos dar novo significado para o que é ser saudável e para isto será necessário transformar, criar, ousar pensar diferente, ser crítico não se deixar levar pela mídia ou modismos, ser valente para descartar o que não lhe serve, ou que você usa só para agradar os outros. Sim, é possível ser saudável.  


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Panqueca doce estilo "pancake" (receita sem trigo, sem leite)

Olá pessoal

Eu amo batata doce. Assadinha então.. hum... e há uma semana elas estavam lá, olhando pra mim. Mas eu as guardei. Queria testar essa receita há tempos. Coisa boa para variar o café da manhã ou o lanche da tarde, boa pedida nas férias. Boa para controle glicêmico por conta da canela e da batata doce (alô alô grávidas com diabetes gestacional - sem a canela-, crianças que precisam controlar o peso) e ótima para os alérgicos (atenção só a presença do ovo). E além e principalmente, é gostosa pra caramba!

Ingredientes

 2 batatas doces pequenas (ou 1 grande)
 2 ovos caipiras médios
 1/2 banana grande ou 1 pequena
 Pitada de sal, canela, gengibre
Azeite, manteiga ou oleo de coco para cozinhar

Cozinhe a batata doce descascada em água (a receita original é com ela cozida- eu assei e coloquei um pouquinho de água, só um pouco, na massa). Em um processador adicione a batata, ovos e banana (para adocicar).Ou usa um mixer para transformar a batata em um purê e depois misture o resto. Adicione o bicarbonato e temperos a gosto. Agora, pra mim, foi a parte mais complexa. Deu certo em um grill elétrico que eu tenho. A frigideira tem que ser muito antiaderente, se não, gruda. Coloque a quantidade de ¼ de xícara na frigideira untada, vire, deixe mais ½ minutos e sirva.



Comi as minhas porções com mel e cream chessee. A Bia, com geleia de fruta sem açúcar e sem adoçante!

Bom apetite!


terça-feira, 27 de maio de 2014

O bebê, a mãe e a livre demanda

Ainda não consigo descrever muito bem o momento tão esperado do nascimento do filho. Converso incansavelmente com as mães que conheço e ouço vários relatos: me senti emocionada, me senti diferente, me senti deslocada, ouço.

O que eu sei: parece que uma realidade ficou para trás e renascemos, de uma forma ou de outra.



Percebo a maternidade acontecendo para mulheres fortes e de repente, a insegurança aparece. Afinal, é tudo tão novo. Mãe de primeira viagem. Não curto muito essa definição, afinal, somos todas mães de primeira viagem. Cada filho é um filho, e uma viagem diferente. E esse título muitas vezes parece pejorativo, como se uma mãe, por ser inexperiente, não pudesse saber o que seu filho quer, deseja ou necessita.

E nesse super redemoinho de emoções, precisamos estar prontas para a segunda parte da gestação: amamentar. Um momento tão novo, tão emocionante, tão carregado de cobranças internas e externas.

Cada pessoa que visita essa mãe tem um palpite, uma dica infalível. Isso quando as histórias tristes não aparecem sorrateiras.. você faz assim? Minha prima fez isso, e olha, deu tudo errado...

Nossa geração, o aqui e agora, é repleto de informações, ultra tecnologia, pomadas, materiais, técnicas, protetores, apps. Quem começou a amamentar usa um aplicativo medindo tempo, duração. Os aplicativos comparam uma mamada com outra e trás a informação: quão eficiente estou sendo nesse processo? Racionalizando tudo.

“Não deixa no colo, mal acostuma. Espera para amamentar, acho que não deu tempo de dar fome. Deixa no berço, essa criança vai ficar com manha. Não dá peito toda hora, você vai ser escrava da criança. Vai ficar muito dependente. Parece cólica, o que você comeu hein”?

E a mãe ouve, dentro de sua cabeça: será que dou conta? Sou competente para isso? Tanta coisa, tantas regras. Machuca o peito. Precisa de complemento, não sou suficiente?

E assim, com tanto barulho em volta, silenciamos a intuição da mãe...

(...)

Volta tudo. Vamos concentrar no que é importante. Esqueçam os tablets, peçam licença às visitas. Se tiver dúvida, respira e pensa: afinal, o que garantiria o bem estar do meu filho?

Seu filho precisa de uma coisa: você. Você em livre demanda. Colo de mãe, colo de pai. Voz de mãe, voz de pai. Você dentro dele, através da amamentação. Vou te falar a verdade: essa de bebê mamar de 3 em 3 horas é regra de hospital. Em casa, muitas vezes não funciona. Não funciona!! Principalmente no primeiro mês. A livre demanda é ESSENCIAL para que a amamentação dê certo, para você e para ele. Regula a quantidade de leite . Vocês não sabiam como fazer. Quando a gente não sabe o que fazer, precisamos treinar e treinar. Treine muito a amamentação. Sim, às vezes, ele vai mamar só pelo aconchego.  E qual o problema disso?

Tente corresponder as expectativas do seu filho, e faça por ele o que ele faz sem reservas para você: se entregue. Se deixe levar pela vontade de pegá-lo no colo. A sensação de perda da antiga vida acontece sim. Deixe ir. Sinta, e deixe ir.

Permita-se. Permita-se ser “sugada”, amamente sem reservas. Seu filho vai se adaptar depois. Prometo, ele não vai pra faculdade mamando em livre demanda. Isso passa, de verdade. Ele se adapta. Mas agora é muito importante!

Permita-se também não dar conta do resto. Foque no que é importante, no seu papel atual: ser a provedora do alimento que seu filho necessita.


Tablets, listas, regras, comparações, são importantes. Mas agora não. Agora, o importante é um copo d’agua, apoio, cuidado e um bebê bem aconchegado no nosso peito!

Boas mamadas ;)

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Variando o cardápio - bolinho de arroz assado

Bom dia pessoal

Manter um cardápio variado em casa é um desafio de criatividade.  E garantir esse cardápio com o mínimo de desperdício é sustentável, econômico e muito bacana!

Bolinhos são boas opções para uma porção de coisas: juntar os ingredientes da geladeira, incentivar aquela criança que não está comendo muito bem (perceberam como as comidas para comer com as mãos encantam os baixinhos?), apresentar um novo ingrediente de uma forma nova. Hoje, vou colocar aqui minha receita (ou minha forma de fazer - receita certinha aqui é difícil, como vocês verão) de bolinho de arroz integral, gostosa, saudável, varia o cardápio do arroz básico do dia-a-dia.

Algumas considerações: se seu filho vai comer bolinho de arroz, libere-o de comer arroz ou outro carboidrato na mesma refeição... servir bolinho de arroz + arroz + farofa é muito carboidrato, tudo junto. 
Faça molhinhos coloridos para seu filho "passar o bolinho" (Ketchup caseiro, iogurte com salsa, etc) ou sirva com uma sopinha. Fica divertido!





Bolinho de arroz integral assado recheado

Ingredientes

Arroz integral cozido, umas duas xícaras
2 ovos caipiras
3/4 de xícara de farinha de rosca (pode ser a metade da quantidade de farinha de aveia)
3 colheres de parmesão ralado (pode ser outro queijo mais duro)
Alguma verdura ou legume. Nesse coloquei couve picadinha igual "tempero", foi cerca de 3/4 de xícara. Mas serve cenoura ralada, beterraba ralada, escarola picada, abobrinha ralada, o que tiver. E pode ser tudo junto também
Um raminho pequeno de cebolinha picada

Para rechear:

Azeitona preta picada ou
Cream cheese ou requeijão caseiro.

Misture todos os ingredientes. Primeiro com a colher, depois com a mão. Deu uma boa liga? Comece a formar os bolinhos. Não deu? Experimente aumentar um pouco de farinha de rosca ou de aveia. É meio no olho, sabe? A massa fica molhadinha, mas dá pra fazer o formato. Para ficar mais legal, abra a massa e recheie.Fiz redondos com azeitona, compridos com requeijão. Pode ser em formato de bolinhos ou de "kibes".
Coloque em uma forma antiaderente ou untada com azeite,cubra com azeite (vá passando "fios" de azeite por cima), forno pré aquecido médio (cerca de 200 graus), forno. Após uns 15 a 20 minutos, com a ajuda de uma espátula, vire-os. A parte de baixo já está douradinha. Aguarde dourar tudo, retire do forno e sirva!
Fica demais com um pouquinho de caldinho de feijão (olha a foto) e uma saladinha de tomate cereja. Petiscos para o jantar!
Rústicos, cada um de um tamanho. Feito em casa é assim!


Bom apetite!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Quando dizer não é difícil

Todos os dias, recebo e-mails, mensagens e comentários. Vários assuntos. E ultimamente, muitos com o assunto: meu filho está acima do peso. Por diversas vezes, o e-mail termina assim:

“ E ele( a criança) não entende e continua pedindo, implorando que quer guloseimas. Como fazê-lo entender que ele não pode”?

Respondo agora para as mães: o ideal é você dizer convicta, não, algumas vezes. Ele vai continuar pedindo. Mas ele nunca pode? Guloseima tem hora para comer. E você vai explicar isso pra ele. Possivelmente, seu filho não tem capacidade cognitiva para entender e simplesmente, parar de pedir. E você que o guiará nesse caminho.

Mas porque falar não, às vezes, é  tão penoso? Experimente dizer não 30 vezes por dia, e se verá louca para soltar um sim. Não queremos ser chatos. Queremos, como pai, ser amados. Queremos agradar. E falar não toda hora...

Mas claro, está no pacote, é necessário. Para a felicidade dos pequenos, é FUNDAMENTAL. E se entendermos o porquê dessa dificuldade, pelo menos no âmbito da alimentação, talvez fique mais fácil ter a segurança definitiva para falar o não necessário com segurança.
Por que afinal, é tão difícil?

Você não está convencida (lá no fundo) que realmente precisa:
O pediatra disse, alguém já comentou. A barriguinha do seu filho está um pouco maior que dos amigos – pode ser genético ou a estrutura dele, não? – você se pergunta. Acha que a infância é curta demais, e que é injusto limitar guloseimas e que, quem sabe, na época do estirão, tudo se resolve. Vez ou outra, sente-se culpada por conta da liberação excessiva (?) de indulgência, e proíbe alguns dias. Mas depois, libera geral novamente.
Se tem dúvidas se esse é ou não o caminho, converse. Se informe. Peça para a nutricionista ou o pediatra explicar, tim tim por tim tim aquela curva de crescimento que eles apontam pra você. E a verdadeira real, o quanto é grave? O quanto preciso me preocupar? Isso passa? Cada criança é uma criança, e deve ser tratada como tal.

Você sente culpa
Ahh a culpa materna/paterna! Parece que, em maior ou menor grau, um dia chega para nos assombrar. Você trabalha o dia todo ou cuida de mil coisas o dia todo. Você sai, e quando volta, acredita que alguma coisa pode compensar sua falta, um mimo, um presentinho. Sua criança está sentindo saudades e quer brincar, conversar, quando você precisaria de um minutinho para você – ou, pior, quando você chega, está caindo pelas tabelas de sono. Quando estão juntos, finalmente, é uma festa. Se divertem, brincam. E seu filho pede a guloseima. Você acha que ele merece. E libera, também, com um pouco de culpa. Afinal, quando e quanta  guloseima é demais?

Você recebeu diversos nãos quando criança e agora quer compensar
Quando criança, você via crianças comendo o que você gostaria de comer. Em excursões, escola, parque, sua curiosidade por aquela caixinha, chiclete, doce ou qualquer coisa era grande. E lá, em casa, era limitado. Quando você visitava um amiguinho, os hábitos eram diferentes. Daí você cresce, tem sua própria família. E você quer suprir tudo o que seu filho deseja, quer que ele seja feliz. Aí, coloca em casa o famoso canto da guloseima. No começo, tudo era festa. Agora você percebe que seu filho está engordando demais, está seletivo com a comida, o apetite pro almoço diminuiu e pras guloseimas, aumentaram. E agora?

Você não consegue dizer não para si mesmo
Você conhece de perto o problema do controle alimentar. Já fez ou faz dieta, e intercala comendo guloseimas. Se sente culpada por comer, eventualmente se sente feliz quando consegue não comer, se sente faminta no final do dia. Vez ou outra, pula uma refeição em busca de um corpo mais bacana, mesmo que já ouviu falar que isso não é bom pra saúde. Sua relação com comida não é saudável, você percebe. Aí, seu filho cresce. E quando ele começa a comer e pedir a mesma comida da família, os armários são recheados com aquilo que você come mas que, no fundo, não gostaria de comer sempre. E quando come, seu filho está lá, assistindo. Como dizer não para ele, se não consegue dizer não para si mesmo?

Você não saber medir o quanto dizer não
Você entendeu o problema. Precisa começar a dizer não para a comida de vez em quando. Colocar horários, regras, rotina. Pensa: se eu tivesse informação antes, provavelmente não passaria por isso. Já enfrentou o período de negação, de culpa, de planejamento, e está preparada para ajudar seu filho, da melhor maneira. Mas dizer não o tempo todo é saudável? Qual a medida certa para não ser um ditador? Será que meu filho vai se traumatizar? Será que, dizendo não, não reforço esse estereótipo que só magro é bom? Será que ele pode passar vontade? E quando ele chorar, o que eu falo? Será? Será? Será? (Nada como conversar com seu nutricionista de confiança para responder, juntos, essas questões)



Quando nós, pais, entendemos melhor o que esse possível controle significa na nossa vida, conseguimos caminhar melhor. Quanto mais segurança tivermos na decisão do não, mais fácil para a criança. Quanto mais assertivos forem nas recomendações e no exemplo, melhor para o nosso filho. E o não não é para classificar alimentos. É para dizer, não, não está na hora de comer agora. Espere a hora do lanche/almoço/jantar.

As crianças nos surpreendem demais. São seres incríveis, que respondem às nossas mensagens. Ou você não percebe que seu filho faz o mesmo pedido, de maneiras diferentes para diversas pessoas? Se você não tem a segurança do não que está dando, seu filho percebe. E pode lutar contra.

Vez ou outra sou presenteada com uma história que confirma minhas convicções. Às vezes, determino, junto com a mãe, os dias das indulgencias, das “porcarias” a serem consumidas. Por que, vamos combinar, com criança maior, faz parte! Uma menina fofa, de 4 anos, recebeu um pirulito do garçom, em uma comemoração, e disse: obrigado, mas hoje não é quarta-feira! (Quarta é o dia que pode comer o "docinho", ela sabe). Simples assim.


O texto foi longo. É que o assunto é profundo. Se precisa de ajuda, peça. Avalie qual será seu caminho. Uma nutricionista pode te ajudar, um pediatra, um psicólogo. Mergulhe no caminho da confiança do não – como tudo que demanda mudança, é um pouco difícil. Mas muito recompensador. A saúde das nossas crianças é o melhor bem que deixamos à elas. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mesa de guloseimas saudáveis - Para festa de aniversário!

Olá pessoal!

Há algum tempo, tive o prazer de atender no consultório uma super nutri gravidinha (nutri também vai na nutricionista viu? Quando as áreas são diferentes...). O Rapha já morava na barriga dela, cresceu e cresce feliz e saudável. 
E chegou o aniversário de um ano dele! Ela fez uma coisa tão bacana, que pedi para ela gentilmente dividir a ideia comigo e com vocês. A palavra está com você, Bárbara!

Olá queridas mamães!!!

Quando comecei a pensar no aniversário de um ano do meu pequeno Raphael eu não conseguia imaginar a festa sem "comidinhas “ que ele pudesse comer.

De cara descartei a ideia do Buffet infantil por não poder escolher o cardápio, comecei a pesquisar e lugar nenhum eu poderia escolher a não ser que eu fizesse em algum salão e eu mesma fizesse toda a comida... complicado, primeiro porque eu trabalho e não teria tanto tempo disponível assim, segundo porque salão nenhum cabia o extenso número de convidados do príncipe... (Raphael passou 9 dias nas UTI quando nasceu e muita gente querida rezou muito por ele e não podiam ficar de fora da grande comemoração).

Foi quando achei um buffet que me permitiu fazer uma “Mesa de Guloseimas Saudáveis”, e a procura por um serviço que fizesse isso começou.. mas não encontrei, pensei em pedir para várias pessoas, mas ai veio a questão da confiança, se não havia um serviço especializado para me atender ou eu fazia ou não teria coragem de servir ao Rapha (sim sou um pouco neurótica com higienização de frutas principalmente, na verdade de tudo que for servido cru), então a solução foi colocar a mão na massa.

Primeira parte decidida, vou fazer!!!

Ai veio a segunda... mas o que fazer? Pensei primeiro no que ele gosta de comer... depois pedi sugestões as mães dos grupos do face e a Karine.

Cardápio então decidido, de cara pedi a ajuda da minha mãe, da querida amiga e babá do Rapha e da minha sogra, quando vi que eu tinha inventado mais do que eu ia dar conta sozinha pedi socorro pra minha irmã e cunhada. Sem elas não teria conseguido realizar a então sonhada “Mesa de Guloseimas Saudáveis”. Aproveitar a oportunidade para agradecê-las.

A festa era na hora do almoço então preparei todas os alimentos no dia anterior a noite, pra ficar bem fresquinho.

Vamos ao cardápio: Gelatina de açúcar orgânico de morango e abacaxi  (que o Raphael adora), doce de abóbora natural, cupcake de bolo de cenoura, biscoito integral com a carinha do tema da festa (Mickey), 



biscoito de polvilho (este eu comprei pronto), saladinha caprese, melancia em forma de sorvetinho (Top 5 das frutas preferidas do Rapha), mixirica bem descascadinha (Rapha tb adora), uva vermelha sem semente na casquinha de sorvete, espetinho de frutas (para decidir as frutas e a ordem que deveria colocar para não desmontar nem amolecer contei com a ajuda da minha amiga chef de cozinha Renata), wrap de queijo com alface, milho cozido e suco natural feito na hora de laranja lima e melancia.


Na verdade fiz também palitinhos de cenoura e pepino que seriam servidos com creme azedo e bisnaguinhas que teriam a opção de requeijão para o recheio, porem não couberam na mesa.

Como toda mãe além de escolher por dar opções saudáveis aos meus convidados, em especial as crianças e ao meu Raphael, eu também queria tudo bonito, então pensei nos alimentos que tivessem as cores do tema que era do Mickey então vermelho, amarelo e preto foram espalhados na personalização das embalagens e nas cores dos alimentos, topper de Mickey para os cupcakes e colherzinhas personalizadas também compuseram a mesa.


Modéstia a parte ficou perfeita a mesa!!! Saudável e linda!!!

Contrariando a expectativa daqueles com quem eu comentei que faria, fez muito sucesso e não sobrou quase nadinha... e o sucesso foi com adultos e crianças.

Fiz questão, e deixei já porções separadas, que servissem os itens da mesa saudável no pic nic das crianças, e a maioria delas começaram a comer pelas frutas, muitas nem comeram as frituras oferecidas pelo buffet (infelizmente eles não toparam servir só o que eu queria.. mas já achei um grande avanço me permitirem realizar e oferecer no pic nic)

Um diferencial foi avisar os convidados que a mesa não tinha hora para ser “aberta” como a de guloseimas tradicional, e que ao longo da festa ela estava lá a espera deles.

Deu super certo e já tem mamães interessadas...  agora com experiência da primeira será mais fácil, pensando seriamente em mudar o ramo da profissão de nutricionista clinica que trabalha com doenças para trabalhar com prevenção, afinal alimentação saudável desde a infância é a solução!!!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Deixa sem comer! Já ouviu isso?

Bom dia pessoal

Quando temos um filho que "não come" (você já leu sobre isso por aqui!), buscamos ajuda em vários cantos: vizinhos, médicos, internet, amigos... e em algum lugar, recebemos o conselho:

"Deixa sem comer pra você ver se não resolve!"

Ai os pais tentam - o quanto aguentam, claro. Por que essa frase, tão simples, é carregada de significados e sensações para os pais dos picky eaters (nome utilizado hoje, para definir as crianças que não comem). Vai ficar sem comer? Até quando? Vai ficar doente se não comer? Vai sofrer? Meu Deus, esse menino está sem comer há 7 horas e 35 minutos!
Calma. Respira. Vamos falar um pouco desse "deixar sem comer"?

Na verdade, esse é um bom conselho. Utilizamos o 'deixar sem comer" para favorecer o apetite. O maior tempero é a fome. Se a criança não tem um espaço de tempo entre as refeições sem comer nada (nem suco, nem fruta, nem bala- nada!- apenas água), o apetite não vem, jogamos contra nós mesmos, somos nossos próprios sabotadores. Por isso, se você quer auxiliar seu filho a comer melhor, determine horários para refeições (café da manhã, almoço, lanches, jantar), cuide para criar um espaço entre elas, de 3 a 4 horas, e sirva comida apenas nesses horários pré-estabelecidos. Isso é uma manobra para facilitar o apetite, mas todas as crianças deveriam comer com intervalos regulares de tempo, e não beliscar o dia todo...

Mas deixar sem comer não pode ser visto como um castigo, do tipo: "olha filho, se você não comer, não vou te dar NADA!"; "se não comer, vai ficar sem comer O DIA TODO"; " se não comer, só vai ter esse prato de comida para você comer o dia inteiro".
Tem que ser visto como simples e pura regra da casa:

"Não está com fome? Tem certeza, está satisfeito? Por que o lanche só será servido às 15 e até lá, você pode ter fome.
Tudo bem, filho."
(arghhhh por dentro.. tudo bem nada... mas repita o mantra: preciso ser neutra(o), preciso ser neutra(o))

Se você o ameaça, o coage, voltamos a estaca zero, a refeição sem prazer, com medo, com insegurança. A mensagem é: você tem um mau comportamento, você não come e por isso, será punido. Vamos tentar nos colocar um pouco no lugar da criança. Eu acredito que a criança tem sim, vontade de comer. Mas a menor tensão nesse momento cria uma angústia que destrói qualquer pequeno apetite.

Se você respeitou a decisão do seu filho, pulamos uma refeição. Mas ainda não acabou. Aquelas pequenas mãozinhas vão atrás de algo para comer, já que a última refeição foi insuficiente, e a barriga começa a reclamar. Agora, é a hora do limite. Sem brigas, sem entrar em discussão, mas com firmeza. "Filho, agora não é hora de comer. Às 15 horas vai ser servido o lanche, faltam 2 horas. Vamos fazer outra coisa?". E ele reclama, chora, diz que está com fome. E você, fica firme o relembra: você sente fome agora por que não comeu o suficiente na última refeição. 

Se você serve algo logo após, envia uma mensagem dúbia. E seu filho apenas responde à essa mensagem. Se os pais entregam a mamadeira (ou outro alimento) em uma situação assim, dizem para a criança que isso é ok. A criança entende que, se as pessoas que ela mais ama e que "sabem de tudo", entregam a mamadeira com um pouco mais de choro ou reclamação, tomar essa mamadeira é ok. Ela entende que pode comer, mas se preferir, pode tomar a mamadeira, ou outro alimento já conhecido. A criança não faz chantagem, é resposta à mensagem. Ela responde que prefere a mamadeira. Mas precisamos, como pais, entender que faz parte do nosso trabalho apresentar desafios, alimentos novos, sabores novos. E o desafio e o aprendizado também vem do limite, com carinho. Explicar que não vai comer porque não está na hora, e que, mais tarde, a criança poderá comer.


E na hora do lanche, sirva o lanche. Se você servir o prato de comida requentado, vai induzir seu filho ao prazer de comer? Ou vai parecer um castigo, uma punição, já que o restante da família está tomando um lanche? Mas, Karine, assim ele mata a fome no lanche. O pulo do gato está em determinar o que servir (você decide, lembra?) e as porções. Pequenas porções para não atrapalhar a fome da próxima refeição. Para forrar o estômago, e não para matar a fome.

Deixar sem comer não é castigo, não é punição, não é ameaça. Deixar sem comer não é tortura com o mesmo prato mil vezes. Deixar sem comer, na verdade, não é deixar sem comer. É respeitar horários, é não permitir beliscos fora de hora, é ajudar seu filho a ter fome nos momentos certos, é para todas as crianças, e não apenas para a criança que não come, é ter comida no café da manhã, no almoço, no lanche, no jantar, e sim, ter a sobremesa, mas no momento adequado, e respeitar a negativa do seu filho.

Eu sei, não é fácil. Na verdade, é bem difícil. O resultado é lento. Mas é recompensador. O intuito aqui é melhorar a dinâmica familiar, é trazer o prazer para a mesa, é tratar um picky eater com o carinho, atenção e o limite que ele deve ser tratado.

Afinal, já dizia o ditado: "barriga cheia, goiaba tem bicho!"



Até mais!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O que aprendi com minha parceira culinarista

Olá pessoal

Muito tempo que não escrevo. Estou sentindo o blog ligeiramente abandonado. Mas esses problemas acabaram. Com minha nova planilha superplus de organização, isso não vai mais acontecer rsrs.

Vim aqui contar um pouquinho da minha experiência semana passada. Sou de São Paulo, minha parceira culinarista Thais Ventura, do blog As delícias do Dudu é do Rio de Janeiro. Já demos workshops juntas, conversamos todos os dias, trocamos informações e receitas. Mas deu vontade de estender um pouco mais a parceria.

Fui passar uma semana no Rio para fazer consultorias junto com ela. Funcionava assim: batíamos papo, as intervenções ou orientações eram feitas, todos na cozinha, Thaís cozinhava, essa semana as mães recebm um robusto material sobre tudo isso. Deu super certo! Amamos a experiência.
E cada dia a gente aprende mais, não é mesmo? Fiquei de olho em tudo o tempo todo, e queria contar um pouquinho para vocês de uns segredinhos dela, que eu já conhecia, mas ver ao vivo seguidamente foi outra história...

Planeje-se e facilite sua vida: a Thais começou algumas consultorias batendo alho no processador. Simples não? Ela mesma já havia me recomendado diversas vezes para fazer meu tempero caseiro. Economiza tempo, tempo precioso! Descascar e cortar alho demora um pouco, usar o alho já processado do mercado não tem sabor nenhum. Segunda-feira, quando cheguei da viagem, fui correndo fazer meu alho processado. Outra coisa: ela picada e higienizava tudo antes de começar a cozinhar. Mais praticidade também.

Use seu truque para ajudar a descascar. Eu deixo de molho na água, tem gente que aquece no microondas...


Comprometa-se: Estávamos em Niterói, e a maioria das consultorias foi no Rio de Janeiro. A paulistana aqui levou a chuva, e já sabem né? Amargamos até 3 horas e meia de trânsito. Faltou tempo no final do dia. Mas, independente de tudo, na casa da Thais, ela é a responsável pela comida. E aí, dá-lhe fazer almoço para o dia seguinte às 23:00, sem reclamação nenhuma. Ao contrário, ela ficava mais satisfeita, sabendo que o Dudu comeria a comidinha mais fresca e saudável no dia seguinte, mesmo com sua ausência. Ela se comprometeu com a saúde da família, e isso não é um fardo, é um prazer. Falta de tempo? Nós trabalhamos, temos filhos, não temos empregadas (uma diarista ajuda de vez em quando) e se for pra deixar algo de lado, na correria do dia-a-dia, uma boa comida (responsável por grande parte da nossa saúde) não fica de lado. Nesse texto já escrevi sobre nosso dever de cozinhar ou garantir comida boa para nossos filhos

Acredite, não leva tanto tempo assim: a comida para todos, em sua casa, ficava pronta em 30, 40 minutos. Em duas horas e meia na cozinha das mamães, saiam diversos pratos (principal, acompanhamento, lanches). Se você se planejar o máximo possível (compras ok, determinando um dia, fazendo um cardápio - ou pedindo para alguém fazer pra você), você gastará menos tempo na cozinha do que no facebook. Acredite, eu vi acontecer! Nesse texto, já escrevi sobre dicas de praticidades para o dia-a-dia da cozinha, com congelados práticos e saudáveis

Em maio tem mais consultorias em conjunto, dessa vez, aqui em São Paulo! E depois no Rio novamente....
Olha como o trabalho foi legal, aqui nesse álbum.
Beijos e bom dia na cozinha ;)